TEXTO: MARIANA WEFFORT
O domingo, 26 de abril de 2026, marcou o encerramento do Bangers Open Air no Memorial da América Latina com uma celebração de diferentes vertentes do metal. Três shows, em especial, capturaram a essência do dia: a tradição alemã do Primal Fear, o retorno técnico e brutal do Nevermore e o espetáculo moderno do Amaranthe.
🦅 Primal Fear: A Reafirmação do Power Metal
O Primal Fear subiu ao palco com uma missão clara: entregar o "Heavy Metal Alemão" em sua forma mais pura. Mesmo com mudanças recentes na formação, a banda mostrou por que é um pilar do gênero.
Poder Vocal: Ralf Scheepers continua sendo uma força da natureza. Seus agudos cortantes em clássicos como "Nuclear Fire" e "Chainbreaker" provaram que o tempo parece não afetar sua técnica.
A "Nova" Velha Guarda: A presença de Thalia Bellazecca na guitarra trouxe um novo fôlego visual e técnico, enquanto o veterano Magnus Karlsson garantia a precisão dos riffs.
Veredito: Um show de Power Metal clássico, focado em hinos de arena e bumbo duplo, reafirmando a força da banda após os recentes problemas de saúde de Mat Sinner (substituído magistralmente por Dirk Schlächter no baixo).
🐍 Nevermore: Brutalidade e o Novo Legado
Um dos momentos mais aguardados — e cercado de expectativa — foi o retorno do Nevermore. Após anos de hiato e a perda de Warrel Dane, Jeff Loomis e Van Williams trouxeram a banda de volta com uma agressividade renovada.
Berzan Önen, a Nova Voz: O desafio de substituir um ícone como Warrel Dane é monumental, mas o novo vocalista Berzan Önen entregou uma performance honesta e poderosa. Com um timbre que respeita as linhas originais, mas traz uma "brutalidade de nova geração", ele dominou o palco com confiança.
O "Efeito Loomis": A técnica de Jeff Loomis continua sendo o coração da banda. Músicas como "Narcosynthesis" e "Born" soaram como "Nevermore com esteroides", pesadas, técnicas e emocionalmente densas.
O Clima: Foi um show curto, mas avassalador, focado no clássico álbum Dead Heart in a Dead World, servindo como um tributo ao passado e uma porta aberta para o futuro.
✨ Amaranthe: Empoderamento e Estética
O Amaranthe trouxe a modernidade para o festival. Com sua mistura de metal melódico, elementos eletrônicos e um dinamismo visual único, a banda sueca foi um dos pontos altos do dia.
A Liderança de Elize Ryd: No centro de tudo, Elize Ryd brilhou. Mais do que apenas uma voz impecável, ela personificou o empoderamento feminino no palco, comandando a plateia com carisma e uma presença cênica que equilibra elegância e energia rock'n'roll.
O Trio de "Bonitões": A dinâmica entre os três vocalistas é o grande diferencial. Além de Elize, temos Nils Molin (com seu alcance melódico cristalino) e o novo growler Mikael Sehlin. A interação entre eles é magnética, e vamos ser sinceros: o visual "capa de revista" do trio — somado ao talento — elevou o nível do entretenimento.
Setlist: Com hits como "Fearless’’, "Amaranthine" e a nova "The Catalyst", o Amaranthe fez o Memorial da América Latina pular, provando que o metal moderno tem muito espaço para refrões pop e muita atitude.
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