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In Flames no Bangers Open Air: Uma Aula de Equilíbrio e Energia

 



Créditos: Rapha Garcia - MHermes Arts


     Quando o In Flames subiu ao palco do Bangers Open Air, o que se viu foi o encontro de uma lenda viva com um de seus públicos mais fiéis no mundo. Para entender o impacto desse show, é preciso lembrar que o grupo sueco é um dos pilares do "Gothenburg Sound" (o Death Metal Melódico). Fundada em 1990 por Jesper Strömblad, a banda revolucionou o metal ao fundir a agressividade do death metal com harmonias de guitarra que pareciam vir do Iron Maiden.

Uma História de Evolução e Polêmica
    Desde os clássicos absolutos como The Jester Race e Clayman, a banda nunca teve medo de mudar. Se no início os suecos eram os reis do underground europeu, nos anos 2000 eles abraçaram elementos modernos e alternativos. Essa coragem de evoluir é o que mantém o In Flames relevante até hoje, como vimos no setlist que viajou por décadas de história.

A Conexão com o Brasil
    A relação da banda com o Brasil é antiga e intensa. Desde a primeira visita em 2009, os suecos descobriram que o fã brasileiro é um dos poucos que canta até os solos de guitarra. No Bangers Open Air, essa paixão ficou clara: o mar de camisetas da banda e os coros ensurdecedores mostraram que, para o brasileiro, o In Flames é uma instituição do metal.

O Show: Do Clássico ao Moderno
    A abertura com "Pinball Map" foi um aceno direto aos "old school", provando que a banda ainda honra suas raízes. A transição para a nova "The Great Deceiver" foi natural, mostrando que o álbum mais recente, Foregone, recuperou o peso que muitos fãs sentiam falta.

Os Momentos de Êxtase:
"Cloud Connected" e "Only for the Weak": Nestas, o Bangers Open Air virou uma massa única. O groove dessas faixas é feito sob medida para o público brasileiro, que pulou em sincronia, transformando o gramado em um terremoto.

"Meet Your Maker"
e "State of Slow Decay": Representando a fase atual, essas faixas mostraram que a entrada de Chris Broderick deu um novo fôlego técnico às guitarras, trazendo solos mais elaborados e um peso absurdo.

O Grand Finale
    Encerrar com "I Am Above" e "Take This Life" foi um golpe de mestre. A primeira é um hino de superação que o público cantou com o dedo em riste, enquanto a última desencadeou os maiores mosh pits da noite, encerrando a apresentação com a agressividade que definiu o gênero lá atrás em Gotemburgo.


Créditos: Rapha Garcia - MHermes Arts


    O In Flames entregou um dos melhores shows da edição 2026 do Bangers. Eles não apenas tocaram músicas; eles celebraram uma trajetória de 30 anos com um público que os trata como realeza. Se havia alguma dúvida se a banda ainda "tinha o molho", ela foi dissipada entre riffs precisos e a energia inigualável dos fãs brasileiros.   


SETLIST
1. Pinball Map
2. The Great Deceiver
3. Deliver Us
4. The Quiet Place
5. In the Dark
6. Voices
7. Cloud Connected
8. Trigger
9. Only for the Weak
10. Meet Your Maker
11. State of Slow Decay
12. Alias
13. The Mirror's Truth
14. I Am Above
15. Take This Life


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